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Nagib Anderáos Neto

A Crise e as Mudanças

 

A Crise e as Mudanças

A crise, como oportunidade de mudança, é muito significativa no momento
atual. Se devemos ser uma mudança que desejamos ver nos outros, como disse
Ghandi certa vez, o que fazer para mudar? O que mudar em nós mesmos?
Na medicina,  ela significa uma alteração, para melhor ou pior, que sobrevém
no curso de uma doença, ou um acidente repentino; pode ser a ruptura de um
equilíbrio emocional ou econômico, um momento perigoso, uma tensão. A
palavra vem do grego (Krisis), e significa o estado de situações em mudança.
Tudo deve mudar na vida. Se não podemos alterar os desígnios de uma vontade
que determina um tempo para ela, a trajetória dos astros, o ritmo do
Universo, há um amplo espaço de liberdade para se movimentar, desde os
obscuros níveis da ignorância, até as alturas do conhecimento.
Por que não mudar a maneira convencional de reagir diante da adversidade?
Por que não deixar de ser o que se é para se tornar alguém melhor?
A vida deve ter um significado e um objetivo. Suas grandes metas podem se
transformar numa obra pessoal realizável.
Há um equivocado ditado popular a dizer que pau que nasce torto morre torto;
as pessoas não mudam. Mas não há crescimento sem mudanças. No mundo é assim:
a criança, o adolescente e o adulto; a semente, a planta e a árvore. O ser
humano, como entidade, potencialmente, inteligente, também deve mudar
sempre, e para melhor. Talvez seja essa a fonte da eterna juventude. E o
primeiro passo é o reconhecimento das limitações e o cultivo do propósito de
se transformar.
Pensar por própria conta e ser o artífice do destino desenham-se como um
projeto impostergável para o homem, quando pensamentos monstruosos estão
levando a humanidade para o extermínio pela ignorância.
A evolução e a inteligência querem a vida e o entendimento humanos; todo o
contrário é o mal travestido de justiça e de bem; é a tergiversação
farisáica dos que, dando as costas à realidade, perpetuam crimes e
aterrorizam as pessoas em nome de um Deus que desconhecem.
O que as tradições ensinaram transformou-se em coisas inservíveis. Dizem que
o objetivo da vida é servir. Mas como fazê-lo se não se tem conhecimento?
Como ajudar outras pessoas sem antes haver ajudado a si próprio? Como amar
sem usar a razão e a inteligência, que deveriam significar harmonia? As
desinteligências, que afastam as pessoas, surgem da falta de conhecimento.
Palavras soltas podem soar bem, mas nada significar. Amai-vos uns aos
outros, por exemplo, ressoa por aí há séculos. Mas este amor não tem
acontecido; na verdade, bem o contrário. A crueldade praticada por Estados e
Governos é baseada na mentira, no terror  e medo, que andam de mãos dadas;
isso é o que tem sido praticado. Só a inteligência, a razão e o conhecimento
podem afastar do mundo o temor, a morte em vida, para que um dia a Terra se
transforme num lugar digno para a humanidade.
Os antigos despotismos estão aí a punir e castigar em nome de um deus
desconhecido e vingativo, que joga seus filhos na fogueira, que eles
próprios criaram, com suas tradições inservíveis e crueldade indizível.
A crise está aí. Ela não é econômica, ambiental ou cultural. É humana.
O homem precisa mudar, e para melhor, se quiser sobreviver.

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